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Devocional
Bodas do Cordeiro
Por Pr. Hélder Rodrigues
Deus é relacional! Seu amor permeia suas ações perfeitas. O Todo-Poderoso criou o universo e o entregou ao ser humano para o governar e se relacionar diariamente com Ele. Mas o pecado maculou o propósito inicial do Criador. A aliança divina foi estabelecida unilateral e soberanamente, mas foi rompida única e exclusivamente por Adão e Eva devido à desobediência.
O vínculo da aliança divina é o amor (Dt 7.9), mais do que isso, a conexão da vida, caraterizado por um relacionamento indestrutível entre duas partes: o Eterno e seus filhos. Estabelecida no céu, segundo a vontade maravilhosa de Deus, o Senhor nos fez e se aliançou conosco. Seu amor é mais elevado que o céu, mais apoteótico que o fulgor celeste, incontável como as estrelas, mais abundante do que a água que produz vida na Terra. Deus simplesmente nos ama!
Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos, (Sl 19). Assim como o céu revela a grandeza divina, o casamento reflete não apenas o amor entre homem e mulher, mas expressa a aliança do Pai para com seus filhos.
Deus enviou seu Unigênito para trilhar um caminho de misericórdia e resgate da noiva (humanidade caída pelo pecado). Para salvar seus filhos, pagou o preço de sangue. O apóstolo Paulo descortina este mistério quando se volta para o início da criação em Gênesis 2, fazendo analogia da aliança divina com o casamento humano: “o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne. Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja” (Ef 5.31-32).
Paulo, portanto, mostra que a aliança entre o casal é uma representação do pacto perfeito de Deus, isto é, aqueles que creem em Jesus como o resgatador. Sob esta dimensão devemos nos relacionar com nosso cônjuge, o que muda radicalmente nossa visão e comportamento, pois nosso paradigma não estará apenas no que o outro é ou faz, mas sobretudo no que Deus é e faz por nós.
Assim, o relacionamento será alicerçado sobre o prisma da verdade e do amor, a ponto de Paulo declarar que o amor tudo sofre, suporta e espera, pois sua realidade nasce no céu, e não no outro. Quando o casamento é celebrado entre dois filhos de Deus (homem e mulher) terá o fundamento da aliança graciosa e o impelir do Espírito para transformação do “eu caído”.
Se no capítulo 3 de Gênesis vemos a derrota retumbante, então nos últimos capítulos da Bíblia contemplamos a vitória apoteótica de Jesus, arrebatando sua noiva para celebrar as Bodas do Cordeiro. Com efeito, ao som de muitas águas é proclamada a vinda do Senhor, então a noiva, jubilosa e com enorme expectativa, é vestida de linho fino, brilhante e puro (Ap 19.8), declarando seu amor, adoração e devoção ao Noivo, numa máxima, perfeita e eterna aliança.




